No último dia 15 foi apresentada pesquisa sobre o cenário têxtil de Brusque e região, encomendada pelo Sifitec (Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharias e Tinturarias de Brusque, Guabiruba e Botuverá) e pelo Sindivest (Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento) e desenvolvida pelo IEMI (Instituto de Estudos e Marketing Industrial), de São Paulo. Os objetivos da parceria entre os sindicatos ao solicitar a análise do setor têxtil regional são: entender as mudanças econômicas ocorridas nos últimos anos, oferecer subsídios informativos para empresários e administradores, além de ter um ponto de partida, através dos dados coletados, de que ações tomar no futuro. “Essa é a primeira vez que uma pesquisa com essa abrangência é realizada em nossa região, e mostra a importância que ela terá para o setor têxtil”, explica Marcus Schlösser, presidente do Sifitec. “Esse estudo é fundamental para termos uma base e uma visão do nosso mercado, além de auxiliar no planejamento estratégico da cadeia têxtil. Outro ponto importante é a união dos sindicatos patronais, fortalecendo o associativismo, complementa Rita Cassia Conti, presidente do Sindivest.
Um pouco do resultado da pesquisa foi demonstrado para o público em um evento que reuniu mais de 200 pessoas no auditório Centro Empresarial, Social e Cultural de Brusque. Entre as autoridades, o prefeito de Guabiruba, Matias Kohler, o prefeito de Botuverá, José Luiz Colombi, e o vice-prefeito de Brusque, Evandro de Farias, além de presidentes de sindicatos e associações empresariais. O economista Marcelo Villin Prado, responsável pela pesquisa e diretor do IEMI, ministrou uma palestra tratando de alguns pontos específicos do Relatório Setorial 2014 – Santa Catarina Têxtil – Polo de Brusque e Região (Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento) e falando sobre o cenário do vestuário como um todo no Brasil e os desafios para os próximos anos.
Dados da pesquisa
De acordo com os dados obtidos, o polo têxtil de Brusque e região conta com 643 empresas ativas, que geraram mais de 40 mil postos de trabalho em 2013. A categoria de indústrias de confecção representa 56% de todas as empresas da região. As malharias, com 20%, e as beneficiadoras, com 13%, vem logo em seguida. A pesquisa foi realizada por técnicos do instituto durante os meses de abril a setembro de 2014, em empresas têxteis de Brusque, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento. Segundo os dados levantados, entre 2009 e 2013 houve um crescimento de 16,7% no polo como um todo. O setor de vestuário e de confeccionados apresentaram crescimentos de 5,1% e 2,3%, respectivamente, enquanto as empresas da linha lar demonstraram recuo de 22,9%.
